maosdadas

Uma análise de modelos de cuidado pastoral aplicada à realidade brasileira

Problemas é que não nos faltam nos dias atuais. E de toda ordem. Financeiros, políticos, emocionais, familiares, espirituais, de relacionamento, de saúde, de segurança, de moradia… Seu grau de agravamento decorre das influências das circunstâncias em que vivem ou trabalham as pessoas. E sobre eles ainda incide a pressão das mudanças éticas, morais, de costumes, de hábitos, deixando as pessoas confusas, a tal ponto que, na hora da angústia, não sabem qual é o melhor caminho a seguir. Assim, todos precisam de ajuda para sobreviver, de auxílio para conseguir enxergar seus problemas e de cuidado para melhor solucioná-los.

Aí está o campo para a atuação do conselheiro pastoral. Esse trabalho é normalmente desenvolvido pelos pastores, mas também pode ser feito pelos membros, desde que a liderança invista em cursos de especialização na área de psicoteologia.

Vamos fazer uma análise de alguns modelos de cuidado pastoral utilizados e aplicados à realidade brasileira.

Método libertador: liberdade em tempo oportuno

Libertar é uma sucessão de ações e reações com o objetivo de trabalhar com as pessoas para que sejam socorridas em tempo oportuno, tornem sabedoras das origens e desenvolvimentos da opressão e da dominação na sociedade em que vivem (1). Isso contribui para que entendam melhor sua vida profissional, financeira, social, psicológica e religiosa. Libertar não implica apenas em ações que tirem a pessoa da influência negativa do reino das trevas, mas também do reino dos seres humanos.
Todo processo de cuidado pastoral é uma ação ou realização continuada e prolongada de alguma atividade que vise, ao final, o bem-estar daquele que necessita de cuidados (2). Porém, trilhar esse caminho de auxílio ao outro exige uma análise critica dos fatores que envolvem a vida da pessoa em questão. Isso pode revelar as diversas origens do problema e, também, direcionar para os melhores caminhos a fim de solucioná-los.
Os problemas de origens pessoais podem ser identificados na história de vida do aconselhado e têm muito a revelar sobre quem é a pessoa, como chegou ao ponto em que está. Identificadas as raízes das questões que a atormentam, ficará mais fácil desenvolver um trabalho de acompanhamento, de cuidado pastoral, até que haja libertação dos sentimentos negativos, dos pensamentos ruins e da forma de vida que prejudica a si mesmo e aos outros.
Quando um indivíduo nasce, já encontra uma estrutura pronta para recebê-lo. No decorrer de seu crescimento, ele não se adaptará a muitas questões que são consideradas normais para outras pessoas. Isso lhe trará conflitos interiores entre aquilo que pensa ser o correto e aquilo que todos dizem ser o certo. A estrutura política, social, financeira, familiar e outras vigentes durante o tempo de existência de uma pessoa poderão trazer problemas que exigirão maiores cuidados pastorais.
As relações, os processos e as estruturas sociais, enquanto formas de dominação política e apropriação econômica, produzem uma história de vida de muitas pessoas plena de diversidades, disparidades, desigualdades, antagonismos. As condições de sobrevivência, o trabalho das diversas categorias profissionais e as classes sociais são de fundamentais importâncias para uma análise e identificação dos problemas de origens sociais. A libertação social precisa fazer parte da visão de quem faz um trabalho de orientação, pois a raiz dos problemas poderá estar lá.
Identificada a origem das dificuldades da pessoa que busca ajuda pastoral, é necessário avaliar as opções de soluções existentes que favoreçam uma mudança de vida por parte de quem precisa passar pelo processo de libertação. A militância política pode auxiliar na derrubada de sistemas que oprimem e destroem o ser humano. O cuidado pastoral orientado por este modelo pensa em uma teologia da libertação que vise à melhoria de vida em todos os aspectos da população. É um grande caminho para cuidar daqueles que almejam uma libertação.

Método empoderador: poder para lutar e vencer

Empoderar significa admitir que cada cidadão tem dentro de si forças necessárias para encarar certos problemas. É encorajá-lo a colocar seu potencial, sua inteligência, sua força interior em prática de forma justa e útil para si mesmo e para os outros (3). Significa promover a iniciativa e a participação das pessoas na sociedade e na igreja. Constitui em tirar das mãos de poucos e colocar nas mãos de muitos o poder de decidir os rumos da sociedade. O cuidado pastoral orientado por este modelo é a base do processo de reestruturação psicológica, mobilização social e participação religiosa.
Não se podem atender pessoas eternamente, como se elas não tivessem as menores condições de assumir suas responsabilidades da vida e superar suas dificuldades. As pessoas precisam aprender que têm condições de resolver muitos problemas sozinhas, basta que passem a acreditar no potencial que têm.
A vida é composta de problemas que precisam de auxílios para serem resolvidos e de situações difíceis que exigem uma ação particular por parte de quem está enfrentando a fase negativa. O conselheiro cristão pode empoderar seus aconselhados para que eles consigam caminhar sozinhos pelas estradas da vida.
Os problemas e as coisas boas que existem na sociedade não são obras dos deuses. A vida em sociedade é o resultado da ação do ser humano que compõe essa sociedade. Isso significa que toda ação ou omissão faz do ser humano o sujeito da história e não um simples espectador. Por isso, o conselheiro não pode pensar apenas na fragilidade humana, mas em dar mais atenção à capacidade pré-existente nas pessoas. O conselheiro terá de promover a iniciativa das pessoas, acreditando que elas são capazes de resolver os problemas que afetam diretamente suas vidas.
Quando Deus criou o homem, concedeu-lhe a capacidade de dominar e administrar. Isso implica em que a pessoa está dotada de meios para gerir sua vida e transformar o que for necessário para que tenha uma vida melhor. Essa capacidade administrativa é como uma chama que a pessoa carrega dentro de si. O cuidado pastoral orientado por esse modelo implica em dar vigor a essa chama, a essa energia que a história e as circunstâncias, às vezes, conseguem enfraquecer.
Os processos de marginalização criam um forte sentimento de impotência, de franqueza, nas pessoas a tal ponto que elas se acomodam, não acreditam mais em si mesmas, não conseguem mais visualizar mudanças no presente e nem no futuro, pensam que a vida é assim mesmo e desistem de tudo. Mas “o cuidado pastoral orientado por este modelo ‘extrai e constrói’, a partir das forças e recursos amortecidos de indivíduos e de comunidades, estratégias e métodos que minimizem ou eliminem o sentimento de impotência política e incapacidade pessoal” (4). Assim, haverá pessoas e igrejas que construam a democracia e a participação; construam um país em que seus cidadãos promovam uma vida digna para todos.

Método terapêutico: a produção de cura interior

O curso da vida do ser humano o expõe as diversas perdas, a variados problemas e a muitas frustrações. O resultado é que muitos sentimentos negativos, em maior ou menor intensidade, ficam registrados no interior da pessoa. Esse arquivo mental contém registros negativos de problemas não resolvidos e isso acaba por colocar dificuldades, barreira na vivência diária. Isso acompanha o indivíduo e, com o tempo, produz uma desarmonia em muitas questões e desabam sobre as pessoas que estão à sua volta. Esse condicionamento mental negativo não permite que prossiga sua jornada diária, pelo contrario, cria diversos obstáculos psicológicos que acabam por refletir no comportamento (5).
O cuidado pastoral orientado por este modelo tem como objetivo a produção de cura das doenças da alma a tal ponto que o indivíduo passe por mudanças e sua vida venha ter estabilidade, equilíbrio, alívio, descanso e paz em Deus. A psicoteologia, através de terapia, será utilizada com um meio de elaboração e mudança interna na vida daquele que foi criado à imagem e semelhança de Deus. Terapia é toda intervenção que visa tratar os problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos, suas causas e seus sintomas, com o fim de obter um restabelecimento da saúde ou do bem-estar (6).

Método ministerial: a utilização das atividades da igreja

O método ministerial envolve o dia-a-dia da vida cristã através das diversas atividades da igreja. A metáfora bíblica que mostra essa questão é a do pastor de ovelhas, que é uma pessoa que cuida do rebanho de Deus. Na prática, ele lidera, alimenta, consola, corrige e protege. Estas responsabilidades pertencem a todos os membros da igreja (7). Uma escola de treinamento fará com que as potencialidades das ovelhas sejam exercitadas para auxiliar o líder a cuidar do rebanho nas programações da igreja.
O culto é o momento de adoração ao Senhor e pode ser aproveitado para cuidar das pessoas. A oração pode ser ferramenta para Deus trabalhar no interior dos ouvintes, o louvor pode entoar cânticos que tenham letras que falem do amor e da ação de Deus em prol daqueles que o buscam, a pregação pode desenvolver temas na área de psicoteologia. O culto pode servir de porta de entrada para que as pessoas problemáticas procurem ajuda pastoral
A pregação é o momento do culto em que a Palavra de Deus é explicada para os ouvintes. Muitos possuem problemas e não sabem como resolver e, pior, têm vergonha de procurar o gabinete pastoral para melhor ser atendido. A explanação de temas relevantes da atualidade apontará propostas de soluções de problemas. O sermão é um eficiente recurso eficaz de aconselhamento e de cuidado pastoral.
O serviço cristão é um meio de fazer com que a ovelha perceba sua importância dentro da comunidade cristã, resgate sua auto-estima, desenvolva um sentimento de utilidade, restabeleça o prazer de viver e de se relacionar com outras pessoas e aprenda a servir seu próximo. Há muitas atividades na igreja que podem ser delegadas para os membros executarem. O sentimento de utilidade fortalece a auto-estima, auto-aceitação e auto-imagem.
A comunhão exige que um grupo de pessoas tenha sintonia de sentimentos, de modo de pensar, agir ou sentir. Eles se identificam com alguma coisa e têm algo em comum. No caso do Cristianismo, o ponto central de tudo é Jesus Cristo. Muitas atividades podem ser criadas para proporcionar momentos de confraternização cristã, principalmente, com aqueles que estão chegando agora para o meio da comunidade cristã (8). Muitas estão com problemas de relacionamento e não sabem o que fazer. A aceitação pela igreja cria o sentimento de acolhimento, a idéia de que ela pertence a um grupo, de que está sendo recebida da forma como é.
A administração local é liderada pelo pastor, mas muitas funções de apoio podem ser delegadas aos crentes que possuem formação naquela área. Por conhecerem melhor certas questões, trarão melhores resultados. Administrar é um conjunto de princípios, normas e funções que têm por fim ordenar a estrutura eclesiástica e o funcionamento da igreja. A definição das atividades semanais, dos horários em que elas acontecerão e a pré-fixação de todos os detalhes necessários para o bom funcionamento evitarão muitos problemas e muitas frustrações.

Método de interação pessoal: a bênção da comunhão cristã

A sociedade atual conseguiu desenvolver uma comunicação superficial em que se fala muito e, às vezes, animadamente, mas sem interação pessoal, sem revelar quem realmente é o falante e quem é o ouvinte. Os relacionamentos atuais são úteis para a manutenção dos vínculos de amizades dentro de um grupo ou comunidade, mas pouco revelam da personalidade, do caráter, do jeito de ser dos indivíduos, porque eles se escondem nas mais diversas formas, não querem se expor.
O cuidado pastoral orientado por este modelo desenvolve a “interação pessoal, em que as habilidades relacionais são utilizadas para facilitar o processo de exploração pessoal, esclarecimento e mudança em relação a comportamentos, sentimentos ou pensamentos indesejados. Aqui se focaliza mais o indivíduo. Valoriza-se a autocompreensão em termos de interpretação da causa das dificuldades, na perspectiva de escolas psicoterápicas especificas” (9). A pessoa não fica sozinha, isolada, mas descobre que seu envolvimento com a comunidade cristã pode lhe proporcionar momentos agradáveis em que seus traumas interiores sejam solucionados através do relacionamento, da comunhão e confraternização cristã.
O fundamento da interação pessoal é a demonstração positiva da percepção da presença do outro. Para que exista interação pessoal efetiva é necessário que as pessoas se reconheçam enquanto sujeitos na relação comunicativa. Cada indivíduo possui suas características pessoais que devem ser respeitadas e aceitas pelo outro. As outras questões devem ser adaptadas. Uma pessoa que deixa o estilo de vida não-cristão adotado pela sociedade, inicialmente terá algumas dificuldades com o mundo evangélico e a igreja poderá ajudá-la nessa fase inicial através dos eventos internos que exijam o envolvimento pessoal.
O conselheiro pode conscientizar as pessoas que um relacionamento só acontece e se desenvolve quando duas ou mais pessoas, cada uma com sua existência própria e necessidades pessoais, contatam uma a outra reconhecendo, respeitando e permitindo as diferenças entre elas. Nas confraternizações ou em qualquer outro momento de interação pessoal, cada um é responsável por si, por sua parte do diálogo, por sua parte no relacionamento. Isso significa que cada um é responsável por se permitir ser influenciado pelo outro, ou se permitir influenciar. Se ambos permitem, o encontro pode ser como uma dança, com um ritmo de contato e afastamento. Então, é possível haver o conectar e o separar, em vez de isolamento (perda de contato) ou confluência (fusão ou perda da distinção).

Considerações finais

A prática do aconselhamento pastoral é fundamental na sociedade em que vivemos. As pessoas continuam com problemas, mas a igreja pode ajudá-las a vencer a si mesmas, às dificuldades interiores e aos obstáculos que se formaram no decorrer de sua existência. As pessoas precisam ser cuidadas, necessitam de apoio para continuar sobrevivendo e há métodos que podem ser utilizados pelo conselheiro pastoral.
Esse conselheiro não precisa ser necessariamente o pastor da igreja. Membros da igreja podem receber treinamento teórico e prático para auxiliar a liderança da igreja e ajudar aqueles que necessitam ser cuidados. Aceita esse desafio?

Notas bibliográficas
(1) SATHLER-ROSA, R. Cuidado Pastoral em Tempos de Insegurança, p. 39.
(2) COLLINS, G. R. Ajudando Uns aos Outros pelo Aconselhamento, p .15.
(3) COLLINS Fary R. Aconselhamento Cristão, p. 58-59.
(4) SATHLER-ROSA, R. Cuidado Pastoral em Tempos de Insegurança, p. 39.
(5) MAY, Rollo. A Arte do Aconselhamento Pastoral, p. 32.
(6) STONE, D. J & KEEFAUVER, L. Terapia da Amizade, p. 19.
(7) MacARTHUR, John Jr. Redescobrindo o Ministério Pastoral…, p. 14.
(8) ROSSI, Luiz Henrique Solano. A Vocação Terapêutica da Igreja, p. 120.
(9) SATHLER-ROSA, R. Cuidado Pastoral em Tempos de Insegurança, p. 40.

Referências bibliográficas

COLLINS, Gary R. Ajudando Uns aos Outro Pelo Aconselhamento. São Paulo: Vida Nova, 2002.
COLLINS Fary R. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 1984.
MacARTHUR, John Jr. Redescobrindo o Ministério Pastoral: moldando o ministério contemporâneo aos preceitos bíblicos. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
MAY, Rollo. A Arte do Aconselhamento Psicológico. Petrópolis: Vozes, 1982.
ROSSI, Luiz Henrique Solano. A Vocação Terapêutica da Igreja. IN: Aconselhamento Pastoral Transformador. MANFRED, W. Kohl; BARRO, Antonio C. (Orgs). Londrina: Descoberta, 2006.
SATHLER-ROSA, Ronaldo. Cuidado Pastoral em Tempos de Insegurança: uma hermenêutica teológico-pastoral. São Paulo: Aste, 2004.
STONE, David. J. & KEEFAUVER, Larry. Terapia da Amizade. Belo Horizonte: Atos, 2006.

Autor: Francisco Araujo Barretos Neto

memoria

A reconstrução da memória

Li na Internet esse conceito: “A memória (do latim memorĭa) é a faculdade psíquica através da qual se consegue reter e (re)lembrar o passado. A palavra também permite referir-se à lembrança/recordação que se tem de algo que já tenha ocorrido, e à exposição de fatos, dados ou motivos que dizem respeito a um determinado assunto”.
Acordei pensando nesse tema hoje. Abri o Jornal de Londrina e estava estampado na primeira página esse título acima a respeito do Teatro Ouro Verde que pegou fogo e agora será reconstruído.
A perda da memória é o grande problema de todos nós em relação a Deus e ao próximo.
Em relação a Deus só pensamos em nossas necessidades de hoje e do amanhã. Elas são tantas, se avolumam e fazem pressão na nossa fé. Será? Quando? Como? Ele sabe? Vai responder? Vai ajudar? Somos assim mesmo. Qual o remédio para a ansiedade atual?
Olhar para a história. Ativar a memória e relembrar o passado. Recorde os fatos, relembre o que Deus fez. Faça como o escritor bíblico: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperanças”.
Exercício: Aliste cinco eventos importantes em sua vida e como Deus proveu para você.
Em relação ao próximo a coisa também não anda boa. Quando estamos na ‘pior’ nos sentimos para baixo, isolados, ninguém me ama, sou um zero a esquerda, tudo o que eu faço não dá certo, eu sabia que daria errado, comigo é sempre no sacrifício, nada vem de graça…
A mesma coisa em relação a Deus. Olhe para a história. Quem já lhe ajudou antes? Quem esteve ao seu lado nas horas escuras da caminhada? Quem lhe pagou uma conta atrasada? Quem foi com você ao médico? Quem ficou com você até altas horas da madrugada ouvindo seus lamentos? Quem orou com você?
Exercício: Escreva um e-mail, sms, Face, telefone para cinco pessoas que foram importantes para você. Faça isso ainda hoje.
A gratidão liberta – você.
Pense nisso… Por Cristo e Seu Reino.
ACBarro

www.ftsa.edu.br

sofrer

Sofrimentos e ajuda cristã

Só no imaginário dos pregadores sem Bíblia…
É que se pode afirmar que o crente anda de vitórias em vitórias. Isso é uma coisa inventada pelo cristianismo moderno. Eu até entendo que eles tem que inventar isso mesmo. Tem que inventar porque o crente precisa ser enganado; o crente tem necessidade de viver essa ilusão porque essa ilusão sempre remete para o futuro – a utopia da vida sem dores, sem sacrifícios, sem dilemas, sem lutas, sem fracassos.
Essa vida é tão utópica, tão idílica, tão irreal.
Como essa vida é uma impossibilidade e nós vamos passar pelas agruras que as circunstancias trazem a pessoa vai entrar em parafuso. Ela perde o chão. Os lamentos eu já escutei todos nesses últimos 40 anos de ministério: Será que Deus existe mesmo? Deus me ama? Deus sabe que eu existo? Deus abençoa todo mundo menos eu! Parece até que eu não sou filho de Deus!
Se nesse período de lamento essa pessoa não for ajudada de todas as formas possíveis, então o segundo passo será o abandono da fé em Deus: não vale a pena seguir a esse Deus que não faz nada por mim.
Se você for ajudar essa pessoa:
1. Não fique enchendo a paciência dela com baboseiras;
2. Não fique jogando culpa;
3. Não fique citando versos da Bíblia isolados do contexto da história bíblica dos sofrimentos do povo de Deus;
4. Não fique subestimando o que a pessoa está passando e/ou sentindo;
5. Não fique prometendo que Deus vai fazer isso ou aquilo porque você não sabe o que Deus vai fazer;
Mas…
1. Valorize a pessoa como ser criado à imagem e semelhança de Deus;
2. Valorize os dons e talentos que a pessoa tem;
3. Valorize que Jesus sabe o que ela passa, porque ele mesmo sofreu muito;
4. Valorize que as circunstâncias não determinam o amor de Deus;
5. Valorize o papel da fé e da razão;
6. Valorize o agir de Deus na história dela e do povo de Deus.
As outras coisas, peça que o Espírito Santo lhe ajude a ajudar essa pessoa.
Pense nisso… Por Cristo e Seu Reino.
ACBarro

pregador_palhaco

Bacharel sem conteúdo

Martin Calvino Batista com esse nome o moço já nasceu para ser crente.

E foi justamente isso que aconteceu. Na mocidade ouviu a pregação através de um amigo, converteu-se e afiliou-se uma igreja evangélica tradicional.

Era um jovem diferenciado.

Frequentava os estudos bíblicos, alunos assíduo da Escola Dominial. Logo se destacou, pois lia muito a Bíblia e por isso passou a ministrar estudos para os adolescentes da igreja. Todos na igreja gostavam do Calvino, como era mais conhecido. Sabiam que podiam contar com ele.

Um dia, sem razões aparentes Calvino passa a frequentar uma comunidade. A mesma história se repetiu e lá estava o jovem envolvido nos trabalhos da igreja.

Passado um tempo, o pastor sugeriu a Calvino que devesse fazer o curso de teologia da própria igreja que era ministrado por vídeos nas salas da igreja. Calvino que já nutria no coração ser um pastor vibrou com a idéia. Com honras e aleluias assistia a todos os vídeos. O pastor também disse que tudo o que ele fazia na igreja contaria como hora aula. Foi a deixa para Calvino trabalhar ainda mais para o Senhor.

Passados três anos Calvino enviou seu currículo de teologia para uma faculdade para ter o seu diploma validado. A faculdade envia a Calvino um questionário para ser preenchido. Cada visita feita valia tantas horas; cada ministração do louvor outras horas; uma ida ao hospital valia muitas horas; um estudo bíblico valia muito e uma evangelização pessoal valia ainda mais. E assim Calvino foi “estudando” teologia.

Terminada a validação Calvino recebe um diploma: Bacharel em Teologia. Seu nome lindamente impresso no papel atestava que ele era um bacharel.

Tempos depois Calvino se dá conta que não sabe quase nada de nada. Sua pregação é rasa, seu conhecimento de teologia sistemática é zero, sua noção de história da igreja é inexistente. Homilética, exegese e hermenêutica são nomes estrangeiros para ele.

Calvino corre para o Google e começa a ler teologia.

Descobre, fascinado, duas coisas:

Não aprendeu nada.
É um Bacharel em Teologia sem conteúdo.

Para o seu pastor Calvino foi uma bênção, pois ganhou uma comissão ao matriculá-lo no seminário. Para o seminário e a faculdade Calvino foi uma fonte de renda.

E assim caminha a gloriosa igreja evangélica brasileira.

ACBarro

amigos

Relacionamentos, contrato ou aliança?

David Tibúrcio dos Santos

Como são seus relacionamentos? Você se relaciona como se fosse um contrato ou uma aliança? Contrato é um vinculo jurídico. É a partir do contrato que instituições, nações e até mesmo pessoas estabelecem acordos. Cada parte envolvida expõe as condições que julga necessárias para que as bases do convívio sejam definidas e, sobre elas, os relacionamentos possam acontecer. Quando uma das partes quebra o contrato, não cumpre com o que foi estabelecido, as relações ficam prejudicadas e, muitas vezes, são rompidas.
Muitas pessoas, hoje, têm desenvolvido relacionamentos dos mais diversos baseados em um contrato, porém um contrato exige regras e o problema é que na maioria das vezes estas regras não são claras. Se por exemplo eu for consultar um médico ou advogado minhas expectativas são claras, eu pago e espero que seja diagnosticado ou solucionado meu problema. Mas em um relacionamento nem sempre a outra pessoa recebe o que se espera do outro, daí surgem os conflitos, as frustrações e as decepções que colocam em risco nossos relacionamentos como as amizades e até casamentos.

Nas relações contratuais as regras precedem o amor, neste modelo, há sempre uma experiência condicional. Desde cedo ouvimos e aprendemos esta equação: “Se você se comportar direito, tirar boas notas, então será amado”. Por outro lado existe um modelo oposto ao contratual que é o “relacional”, da aliança que é um modelo bíblico e que demonstra a forma como Deus se relaciona conosco. A aliança não estabelece nenhuma condição ou exigência para o amor, por que ele precede qualquer regra ou mandamento. A base dessa aliança é o amor incondicional e unilateral de Deus. Não existe “se” no modelo da aliança, por que os mandamentos de Deus não são exigências do seu amor, mas nossa resposta ao amor de Deus. Ele não afirma: “Vou te amar se…”, mas sim: “Eu amo independente de qualquer condição”.

Muitas vezes o povo de Israel se prostituiu e foi seduzido a servir a outros deuses, no entanto, Deus permaneceu fiel à sua aliança para com seu povo. O amor de Deus é maior do que o nosso erro, que nossa rebeldia. Ele permanece vivo, apaixonado, mesmo quando não encontra nenhuma resposta. Isto é aliança. No contrato os mandamentos precedem o amor, na aliança é o amor que precede os mandamentos. O contrato mostra a prisão da religiosidade, a aliança mostra a libertação do amor. Obedecemos a Deus, não como condição para sermos amados por ele, mas como resposta pessoal e incondicional ao seu amor por nós.

Desde cedo, também aprendemos que amar é o resultado previsível de condições estabelecidas entre as partes envolvidas. Pais e filhos, cônjuges, amigos, todos determinam suas exigências e condições e, enquanto vivemos neste modelo contratual, não crescemos emocionalmente. Isso nos torna narcisistas e egoístas em nossos relacionamentos, não aprendemos a lidar com os movimentos, as mudanças e as renovações naturais que a vida proporciona no processo de crescimento. Diante dos primeiros sinais de quebra contratual, rompemos com os vínculos mais sagrados das nossas amizades.

É preciso algo mais poderoso que nós, que nos ajude a revisar nossos sentimentos para crescermos em direção à imagem do Filho de Deus pela compreensão de sua aliança para conosco. Nas relações contratuais, o imperativo é: obedeça, cumpra com sua parte do contrato, então eu o amarei. Na relação determinada pela aliança, o imperativo é: eu te amo, portanto guarda os meus mandamentos. É a partir da aliança que aprendemos a nos relacionar e a buscar um modelo que transcenda as limitações do nosso egoísmo e nos leve a amar como Deus, em Cristo, nos ama.

ajuda

Buscar a paz

“Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você! Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.” Salmos 122.8-9

Oportunidades! Elas são especiais e nos faz crescer. Temos a oportunidade de conhecer um pouco mais esse pequeno pedaço de terra, essa amostra do amor de Deus chamada Israel. O convite do Pai, nessa oportunidade, é o de alargar o nosso coração, e, ultrapassando desconhecimentos ou preconceitos, amar mais. Deus ama tremendamente o povo de Israel, mas a partir dele, ama sem nenhum limite, todos os povos.

Sendo ali onde tudo começou, a gratidão precisa brotar. Agradeço a Deus por aquela terra, agradeço a Deus por aqueles montes, agradeço a Deus pelo Mar da Galileia, uma amostra de vida que recolhe muito da história de vida de Jesus enquanto aqui na terra.

O meu coração é convidado a orar pela paz daquele povo, e dos povos vizinhos. Não é a toa que, no local onde Deus começou tudo, haja tanta luta contra o homem e contra o amor do Pai. Lá, onde o amor se derramou por nós, a guerra se levanta tão presente que quase dá para apalpar. O inimigo da humanidade faz questão de plantar o desamor e a brutalidade, distorcendo o homem que Deus criou para ser gloriosamente cheio de paz. Nesse contexto precisamos ganhar do coração de Deus uma compaixão enorme, tanto por israelenses quanto por árabes, pois cremos como o irmão Botrus, um nazareno, nos explica: apenas o amor do irmão mais velho, Jesus, pode uni-los.

Nesse sentido, a oração pela paz em Israel se torna um imperativo. Nós amamos profundamente esse que Deus ama, e nos unimos orando para que, pela revelação profunda do amor de Jesus, esses povos tenham paz.

No Monte Bental eu ouvi sobre os milagres de Deus para cuidar da paz de Israel, mas também ouvi as bombas explodindo ali perto, e cresceu no meu coração a convicção de que o Deus de Paz aguarda com tanta expectativa a acolhida no coração dos homens para a reconciliação entre esses povos… irmãos.

É um convite divino o que recebemos: interceder por eles e, orando pela paz, amar esses povos como Deus os ama, pois enviou Jesus para morrer por eles, cada um deles. As guerras e inimizades são tão inúteis quanto varrer o deserto. Mas o amor é tão precioso quanto cada gota de água, que faz florescer o deserto!

Como filhos e filhas do Deus Altíssimo, hoje é imperativo orar pela paz de Israel e dos povos vizinhos e amar esses que, tão perto do Pai, ainda não estão em seu colo de amor – mesmo que esse Pai insista tanto, todos os dias, com braços abertos, sentado no caminho, aguardando e aguardando e aguardando a volta do filho amado.

Talvez sejamos filhos mais velhos e não temos o direito de recriminar o Pai por amar tanto esse filho pródigo. Sendo nós mesmos alvo desse imenso amor, precisamos alargar o nosso coração para amar os irmãos que o Senhor tem buscado com amor eterno, todos os dias.

Orem pela paz de Jerusalém: “Vivam em segurança aqueles que te amam! Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas!” (Salmo 122.6-7).

Autora: Leila Paes

gente

O Poder da Esperança

Faz algum tempo que alguns amigos e eu participamos do programa, “Adote uma Escola”. Uma lição que aprendi desse envolvimento é a importância da esperança. Crianças que conheceram e experimentaram pobreza e opressão extremas podem ser bem-sucedidas se lhes derem esperança.  

Não falo de sentimentos como “espero que”, o que basicamente significa “faço votos que”, ou “boa sorte”. Falo da esperança verdadeira, conquistada ao ver exemplos reais de pessoas que venceram adversidades semelhantes, e também de receber metas práticas e estratégias que coloquem essas crianças no rumo de uma vida melhor.
 
Sentimentos de desesperança não estão restritos apenas aos guetos ou comunidades desfavorecidas. Um pouco de esperança também seria útil no ambiente de trabalho. Recente pesquisa do Instituto Gallup revelou que apenas 30% dos trabalhadores sentem-se entusiasmados com seu emprego, achando-os significativos e recompensadores. Você pode imaginar isso? Hoje menos de um terço dos trabalhadores abordam suas responsabilidades profissionais com entusiasmo.  
 
O que aconteceria se os 70% restantes compreendessem sua vocação como trabalhadores e tivessem esperança: a real sensação de que podem escapar dos sentimentos de escravidão e frustração que dominam sua realidade cotidiana? Se pudessem ter esperança, creio que a maioria se tornaria mais envolvida e produtiva. Em lugar de ser excesso de bagagem para suas organizações, eles se desenvolveriam e se tornariam colaboradores importantes e valorizados.
 
Como isso poderia acontecer? Não existe solução simples e instantânea. Por vezes os colaboradores são como o proverbial “pino quadrado” que tenta se encaixar num buraco redondo. A mescla exclusiva de habilidades e talentos que possuem não está coerente com as responsabilidades que lhes foram atribuídas e que devem desempenhar todos os dias. Eles podem se sentir mal utilizados ou impedidos de explorar oportunidades para seu crescimento profissional e pessoal. Sentem-se imobilizados, como se o trabalho fosse um beco sem saída, sem expectativas de crescimento.
 
Existem vários tipos de testes de competência e de personalidade, bem como ferramentas para avaliação de motivação que as empresas podem usar para avaliar seus colaboradores e encontrar a melhor forma de maximizar sua contribuição. Em alguns casos, um trabalho que pareça um beco sem saída pode ser exatamente isso, significando que o colaborador deveria ser encorajado a buscar alternativas mais compensadoras material, mental e emocionalmente.  
 
Todos nós precisamos de esperança: a expectativa ou confiança de que coisas melhores nos esperam adiante e podem ser alcançadas. Provérbios 13.12 sabiamente observa: “A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida”. Falta de esperança pode cobrar um preço físico alto, bem como em outras áreas.
 
Em última instância, os seguidores de Jesus Cristo encontram sua esperança em Deus, confiantes em Suas promessas de cuidar de nós, prover para nós e nos guiar em cada aspecto de nossas vidas. Por exemplo: Deus nos dá esta certeza: “’Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”  (Jeremias 29.11). Por que não teríamos esperança, quando sabemos que Deus tem um plano específico para nós e está trabalhando diligentemente para cumpri-lo?
 
Tome um momento para tentar dar esperança para alguém em seu ambiente de trabalho hoje! 

Rick Boxx

cristianismo

A urgente necessidade de reforma na igreja

“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm. 1:17)

          No dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero, pregou nas portas do Castelo de Witemberg, Alemanha, 95 teses contra as chamadas “indulgências plenárias”, ou seja, a promessa da Igreja Católica de absolver as pessoas de todos os seus pecados até o dia de sua morte, se tão somente contribuíssem monetariamente para os cofres da Igreja. A partir deste ato, eclodiu-se uma série de movimentos reformistas na Igreja, que já estavam “engasgados” nas entranhas de muita gente. Lutero não podia mais conter sua fé reformista.

Confesso que nos dias atuais, fico com um tremendo “nó” na garganta, ansioso para dar um grito de Reforma Já – não, não é a Reforma da Previdência, ou do Senado -, mas, sim, a Reforma da Igreja de Cristo Jesus. Não agüento mais ser tachado de “incrédulo”, ou um “pastor de pouca fé” só porque não faço um culto de libertação, pois entendo que todo culto é de libertação. Não agüento mais ser olhado de lado pelos irmãos pentecostais e neo-pentecostais só porque não creio em maldição hereditária na vida de um cristão liberto pelo sangue de Jesus. E o que dizer daqueles que me dizem que não sou batizado com o Espírito Santo só porque não falo em “língua estranha”. “O seu culto é frio” dizem eles, só porque prefiro ter um culto racional, segundo Romanos 12:1. Quando, então, falo sobre o meditar na Bíblia diariamente e que a pregação é o centro do culto, me chamam de quadrado; afinal, “somos a geração que dança”. Eu, particularmente, prefiro ser classificado como a “geração que ora, que jejua, que lê Bíblia, que testemunha”. Chamam-me de conservador, só porque não saio ungindo os carros dos irmãos, as casas, as chácaras, as contas bancárias, porque entendo que gente é mais importante que coisas. Dizem que tenho pouca unção só porque não consigo adivinhar seus sonhos, seus pensamentos ou o que vai acontecer com eles daqui alguns dias. Prefiro confiar na providência de Deus, pois, basta a cada dia o seu próprio mal.

Não nego que, de vez em quando, entro em crise no meu ministério, e sou tentado a ceder à pressão de uma nação evangélica brasileira que insiste na ignorância e infantilidade dos sentimentos produzidos eletronicamente. Mas, então, lembro de Lutero que não temeu ir contra o sistema dominante. Pelo contrário, denunciou a exploração do clero, a ignorância das Escrituras, a promiscuidade atrás do ritualismo. O resultado de seus atos permanece até hoje.

Certamente, a Igreja de Cristo precisa urgentemente de Reforma, para destruir esse sincretismo religioso emergente em nossas igrejas. Precisamos restaurar a centralidade da Palavra de Deus em nossas vidas e entender que o justo vive por fé, apenas!

Rev. Cleber Macedo de Oliveira

(Pastor da Segunda Igreja Presbiteriana de Uberaba, doutorando em Teologia pastoral pelo Centro de Pós-graduação Andrew Jumper e missionário da APMT)

louvar1

Sob a sombra do Altíssimo

Sentimos o desejo de enfatizar com alegria “maior” , o nosso tão querido e confortador salmo 91. É certo que em momentos de maior angustia, tristeza, solidão, perigo, o fraquejar da fé, ou em outros momentos difíceis de nossa vida, corremos e nos agarramos às promessas do Salmo 91. É certo que encontramos conforto, renovamos nossas forças, lembramo-nos do Pai Criador que não nos abandona, mesmo nas nossas fraquezas, Ele ali está presente. Sabemos que o Rei Davi assim esteve em tristes e perigosos momentos de sua vida, Davi buscou a presença Deus e venceu!
Assim voltando um pouco na história, sentimos a presença do Altíssimo caminhando com tudo que sabemos é Seu Deus presente! Como um leão agarrado a sua presa, Deus, O Eterno Pai bondoso. Deus é a fonte e o alvo da história, enquanto que o homem é insignificante no tempo e no espaço. A miséria do homem pecaminoso perante a face do Juiz e Guia do mundo. Quando tremendo, enfrentar a morte sem a esperança em Cristo (Rm. 8: 24). O desejo de tomar parte no plano eterno de Deus, de ser coparticipante da natureza divina, em felicidade e em poder, nossa gratidão deve transbordar em alegria, louvor e obediência, pela imortalidade que temos pela fé em Cristo (Jo. 11: 25).
Amados nosso intróito, nos leva em “emoção” a exaltar em todo momento O Criador, pois assim é que nos sentimos fortalecidos pelas promessas do Pai eterno, Maravilhoso, Rei dos Reis. Nosso intuito de enfatizar o Salmo 91, nos levar ao auge da alegria e renova a cada momento nossa fé, por alegria Deste que é o nosso Esteio e direção.
Voltando ao Salmo 91, este, tem nome e endereço, é aplicável àqueles que têm fé no Senhor que vivem em comunhão com Deus (“habitam”) e confiam nEle para orientação e consolo. A situação histórica parece ser os quarenta anos que o povo de Israel ficou no deserto.
Esconderijo – o lugar íntimo da oração, da comunhão do indivíduo com Deus, (cf Êx 12), há referências nestes versículos à situação da noite da primeira páscoa.
Penas… Asas. Compare a exclamação do Senhor Jesus Cristo: “Jerusalém. Jerusalém!” Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes!” (Mt. 23: 37).
A promessa feita aos fiéis é supremamente aplicável ao Filho: Satanás quis torcer este versículo, separando-o do contexto da fé total exprimida nos vv. 1 e 9 ( Mt. 4: 6-7). O motivo e o galardão da vida religiosa é o apegar-se a Deus com amor, nisto jaz a vida eterna, conhecer Deus em amor (Jo. 17: 3). A resposta à oração nem sempre é a concessão das cousas que pedimos. O Apóstolo Paulo pediu uma cura, recebeu algo melhor: uma aproximação do Senhor pela Sua graça (2º Co 12: 7-10).
É impossível acontecer qualquer mal àquele que pertence ao Senhor; as mais esmagadoras calamidades nada mais fazem do que encurtar a peregrinação do crente e aproximá-lo do seu galardão. As dificuldades são bênçãos numa forma oculta. As perdas o enriquecem, a doença lhe é um remédio, o desprezo do mundo é a sua glória, a morte lhe é a porta do céu.
Amados nos fortalecendo de tão “belas promessas”, como diz os versículos sete e oito “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido”. Somente com os teus olhos contemplaras, e verás o castigo dos ímpios. Façamos nosso Deus Altíssimo a nossa moradia diária e eterna. Saciá-lo-ei com longevidade, e lhe mostrarei a minha salvação. Amados como é bom estarmos bem pertinho do Senhor e Seu “amor infindável”. Amém.
PELOS LAÇOS DA CRUZ DE CRISTO
Rilvan Stutz

pastor

Deus nunca decepciona

O que seria decepção?

É a obtenção de um resultado negativo de uma situação na qual era esperado um resultado positivo.

Na Bíblia, em Lucas 15; 11:32 uma parábola bem conhecida é a do filho pródigo, nessa parábola conta à história de um filho que deixou sua casa, abandonou sua família, pediu todo o seu dinheiro e tomou a decisão de ir curtir com os amigos pelo mundo.

O Pai com certeza naquele momento sentiu uma decepção enorme, mas ele sabia que Deus estava no controle.
Ele chorou, sentiu tristeza no coração, mas não desanimou, continuou firme e esperou seu filho voltar. Você pode estar pensando: “será que ele voltou?” Sim, ele voltou, e ainda pediu desculpas para o pai.

Eu fico imaginando como o pai poderia agir naquele momento com tanta certeza em aceitá-lo de volta? Podemos ver que o pai sofreu a decepção, mas não deixou aquilo ser plantado no seu coração.

Quando sofremos a decepção com alguém, Deus nos conforta. Na maioria das vezes não estamos preparados para aquele momento, e com isso sofremos, choramos e sentimos um vazio muito grande. Isso é normal, mas infelizmente o normal para nós, se transforma em uma brecha para o diabo. O diabo usa as pequenas coisas para nos desanimar e nos tirar do caminho correto.

Eu estava lendo uma reportagem e retirei um trecho que eu identifiquei muito com a palavra decepção:

“Trata-se da quebra de um conceito criado pela nossa mente, invariavelmente não verdadeiro. Fomos nós que construímos os valores e o rótulo que colocamos na outra pessoa. Foram nossos conceitos que pautaram o carinho, o amor e a amizade. Ninguém é igual a nós”.

É difícil entender sim, mas com todas essas palavras só temos uma certeza; o Deus que nós servimos nunca nos decepciona.

Sofremos com atitudes de pessoas, amigos, familiares, mas nunca com Deus.
Ele está sempre conosco, sempre nos aconselhando, mostrando ser amigo verdadeiro e sempre dizendo: “Eu te amo, meu filho amado.”

Nunca esqueça que à vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável. Romanos 12:2.
Sempre quando decepções alcançarem o seu coração, deite, reflita e ore ao Criador. Conte pra Ele tudo que te incomoda e a resposta será certa sobre a sua vida.

Espera no Senhor no tempo do Senhor a resposta para tal oração. Salmos 371; 4

Que Deus abençoe todos, e fale com vocês tremendamente!

Equipe Josué

http://www.geracaojosue.com.br/

cruz colorida

Não há atalhos para santificação, é preciso vontade e decisão

Decida entregar-se ao Senhor, se submeter a Ele e ser santo como Ele é.

1. É preciso vontade e decisão. Eu decido me entregar ao Senhor, me submeter a Ele e ser santo como Ele.

2. Crescer nos padrões de Deus através da Palavra. Ser prático e não teórico. Aplicar o que aprendeu e ser cada vez mais um praticante, não somente leitor ou ouvinte.

3. Oração é essencial para nos aproximarmos de Deus e sermos cada vez mais amigos intimos dEle.

4. Adorar a Deus, ir aos cultos na igreja, é indispensável na santificação. Participar dos cultos é um elemento poderoso na santificação. É como a história do carvão e da brasa. Tire uma brasa da fogueira e ela se apagará, virará um carvão. Ponha um carvão junto às brasas e ele se acenderá. Um dos primeiros sintomas de frieza espiritual e de queda no relacionamento com Deus é a fuga dos cultos. Poucas desculpas são mais descoradas do que aquela de “estou sem ir à Igreja, mas mantenho minha relação com Deus no mesmo nível”. Só se for no nível baixo de sempre.

5. Testemunhar nos ajuda a fortalecer a fé. Testemunhar é o exercício da fé. Se a Palavra, a oração e o culto nos alimentam, o testemunho nos faz exercitar-nos. Quem só come e não se exercita pode ter problemas de saúde. Que as pessoas a sua volta vejam Jesus e sua santidade nas suas atitudes e no seu falar.

6. O companheirismo cristão é um outro elemento muito forte. Alguém disse que “a Igreja é o único exército que atira em seus próprios soldados”. É verdade! Como os crentes falam mal uns dos outros! Como se criticam! Entender que todos nós temos falhas, que enfrentamos as mesmas lutas, tudo isso é um elemento muito forte no processo de santificação. A confissão de fraquezas e pecados uns aos outros nos liberta, nos cura. Somos fortalecidos na fé pelo companheirismo.

7. A disciplina ou o domínio de si mesmo é algo indispensável na busca da santidade. É dizer não para os desejos pecaminosos da carne e procurar ser como Cristo. Não adianta, você precisa ter estratégias para se controlar, para fugir do pecado. Domínio próprio com internet, com pornografia, masturbação. Claro que é algo dificil, mas de alguma forma você tem que tentar substituir esse prazer nesse pecado por um prazer maior. Tente fazer algo que você goste, fuja do do tropeço. Certos momentos díficeis, ler a bíblia, ou orar não adianta, estamos tão focados com vontade de pecar, que o jeito é sair correndo, como fez José com a mulher de Potifar. Faça algo que vai te satisfazer e fazer você esquecer do pecado. Busque se disciplinar, você conhece seus limites, não abuse.

Autor: Eric Nishimura Princi

http://www.geracaojosue.com.br/

fe

Não quero ser super herói

Neste mês, passei por um bom tempo difícil por conta de uma pneumonia. Febre intensa, calafrios, falta de ar e uma tosse incontrolável foram minhas “companheiras”.

Por conta disso, fui internado e a minha recuperação tem sido bem lenta. Foi ai então que me dei conta de como é difícil lidar com a minha humanidade, meus limites e minhas dores. Toda esta situação tem me levado a buscar mais o Senhor. Às vezes também questiono: “Porque está demorando?” “O que o Senhor quer me ensinar?”

Por alguns momentos pensei o quão bom seria se eu fosse um super herói; poder me recuperar rapidamente de uma ferida e ter poderes especiais. Quem nunca sonhou na infância em ser um super herói, em ter grandes poderes, derrotar grandes inimigos e poder voar? No entanto, com toda a sinceridade, este sonho de criança já se desfez em mim a muito tempo. Cheguei a conclusão: EU NÃO QUERO SER SUPER HERÓI!

Eu não quero ser um super herói; o que quero é ser aprovado por Deus quando sou provado pelo fogo das tribulações. Quero ser moldável como um vaso nas mãos do oleiro e amar a Deus, não pelo que Ele pode me dar, mas pelo que Ele é.

Eu não quero ser um super herói; o que quero é permanecer fiel a minha esposa, aos votos que fiz um dia no altar de amá-la, respeitá-la e ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, na fartura ou na pobreza. Quero envelhecer com ela!

Eu não quero ser um super herói; o quero é influenciar os meus filhos para servir e amar o Deus que eu amo. Não importa se meus filhos serão algum dia líderes ou pastores na igreja, o que me importa é que eles sejam cristãos sinceros e que façam diferença neste mundo cheio de enganos.

Eu não quero ser um super herói; o que eu quero é ser fiel em minha vocação de servir a Deus como um pastor, sendo um exemplo para as minhas ovelhas e não usando de minha autoridade para dominá-las. Quero amá-las e servi-las como Cristo.

Eu não quero ser um super herói; o que eu quero é ter poder para carregar a minha cruz, negar a mim mesmo e vencer o maior gigante que conheço; aquele que está dentro de mim; meus desejos, minha carne, meus impulsos. Quero mais do Espírito Santo para ter menos de mim mesmo.

Eu não quero ser super herói; o que eu quero é ser um discípulo de Cristo, ganhador de almas; porque antes mesmo de ser pastor, sou ovelha. Quero ganhar o maior número possível de pessoas para Cristo e conduzi-las a um discipulado consciente a fim de que se tornem também discípulos(as) engajados na missão.

Eu não quero ser super herói; o que eu quero é viver na GRAÇA de Deus. Minha consciência mais profunda a respeito de mim mesmo é de que sou profundamente amado por Jesus Cristo e não fiz nada para consegui-lo ou merecê-lo. Posso não ser o tipo de pessoa que gostaria, posso ter em minha vida tristezas e fracassos; posso ser simplesmente humano, rir a vontade, torcer pro meu time favorito, contar piadas e saber que não sou censurado pelo Pai que me ama,me aceita e até me usa. Tudo isso é por Sua Graça.

Em Cristo e Por Cristo!

Pr. Gilberto Oliveira Rehder
Igreja Metodista em Catalão-GO

serenidade

Orar pedindo perdão

É BIBLICAMENTE CORRETO VOCÊ PEDIR PARA DEUS PERDOAR OS SEUS PECADOS, INCLUSIVE OS DIÁRIOS?

Quem faz este tipo de pedido a Deus, demonstra-se que não entendeu e não crê na superioridade do sacrifício de Cristo em relação aos sacrifícios de animais no antigo pacto, ou seja, no Velho Testamento.

O escritor aos hebreus descreve essa superioridade e eficácia no capítulo 9 a partir do versículo 11 mais precisamente nos 12 e 14 que nos fala que Cristo realizou uma eterna redenção e que pela essência e poder do Espírito Eterno, ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, cujo feito resultou na perfeita purificação de nossas consciências das obras mortas (o pecado) para podermos servir ao Deus vivo.

Ao entrar no santuário, Cristo realizou, então, uma eterna redenção e, quando se fala de eterna redenção (remissão e/ou perdão) significa dizer que tais benefícios perduram por toda a eternidade, estendendo-se em todos os períodos de nossa vida, ou seja, o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro.

Até porque o fator “tempo” não influencia o nosso Deus e muito menos os Seus feitos. Salmos 45: 6; 145: 13.

Todavia, se o sacrifício de Cristo não fosse rico em eficácia e em amplitude, tornar-se lhe ia necessário padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. Hebreus 9: 26.

Com toda certeza pode-se dizer que se o pecador ou até mesmo o justo deixar de crer na eficácia, amplitude e  nos moldes do sacrifício de Cristo referidos acima, não terá o perdão de seus pecados, inclusive os diários, mesmo que venha pedi-los a Deus com choro intenso.

Neste caso, para Deus atendê-lo, teria que fazer o Cristo Seu Filho padecer (morrer e ressuscitar) a cada pedido de perdão.

Fato esse que Deus não tem em mente fazê-lo, porque aos homens (Cristo-Homem) está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo. Hebreus 9: 27.

Assim também Cristo, oferecendo-Se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Hebreus 9 28.

Repito, se o pecador ou até mesmo o justo deixar de crer que segundo a vontade de Deus já temos sido santificados pela oblação (sacrifício) do corpo de Jesus Cristo feita uma vez (Hebreus 10:10) consequentemente, esse pecador, em hipótese alguma se livrará de seus pecados, porque está escrito que sem derramamento de sangue não há perdão, ou seja, remissão de pecados. Hebreus 9:22.

E, mesmo que o tal pecador se anime a morrer (derramar sangue) por seus pecados, esse seu martírio não será aceito por Deus porque também está escrito que todo homem já nasce em pecado. Salmos 51: 5.

Assim sendo, Deus nem sequer o ouvirá. Isaias 59:1-2.

É mais aconselhável, então, permanecer crendo em Cristo como dizem as Escrituras (João 7: 38) porque é assim que se descobre que a nossa redenção (que é o perdão de pecados) já nos foi disponibilizado desde a fundação do mundo. Apocalipse 13: 8.b

O que nos resta agora é considerarmo-nos livres, ou seja, sem pecados, pela fé na redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3: 24; Hebreus 9: 15; 10: 18.

A nossa conclusão, portanto, é que a necessidade de pedir perdão a Deus por nossos pecados fica definitivamente eliminada desde quando se crê na eficácia e amplitude do sacrifício de Cristo feito uma vez.

Que Deus vos abençoe em Cristo Jesus!

Pr Luiz Carlos Carvalho

santidade2

A quem devemos orar

Ao apresentar este assunto pedi insistentemente a orientação de Deus para transmitir a Sua Palavra. Reconheço que causará embaraço, mal-estar e ira das pessoas que fizerem um julgamento apressado sem ler o texto até ao final. Também estou ciente de que mesmo dizendo o que a Palavra de Deus diz, muitos não a aceitarão e farão um enorme rol de críticas. A intenção deste estudo não é contra ninguém, não o é certamente contra algum credo, religião ou seita religiosa. Não tem intenção de ferir, de criticar ou de ser maledicente.

Não. Quando se aprofunda um estudo, há que ir às raízes, buscar elementos que suportem as afirmações, fazer uma exegese no sentido de que os argumentos não se contradigam nem sejam falsos mas, tentar de um modo simples mas preciso demonstrar o que se afirma, considerando que todos, sem exceção merecem o nosso respeito. Tenho, pois, por obrigação esclarecer que baseei este estudo maioritariamente nas versões da Bíblia Sagrada Católica (ed Ave Maria e on line), Bíblia Sagrada na Tradução de João Ferreira de Almeida (traduzida, revista e fiel ao texto original) e na versão inglesa King James, através das quais foram feitas comparações que eliminassem quaisquer dúvidas.

Posto isto e feitas as respectivas ressalvas abordemos então o assunto: A quem devemos orar, ou a quem dirigir as nossas preces? Ou orar versus rezar?

É uma pergunta pertinente e que a maioria das pessoas não a faz. Por tradição as pessoas oram conforme foram ensinadas em casa pelos pais, na catequese, na Igreja, na Escola Dominical, entre muitas outras. Pois bem, o que nos ensinaram então? O que nos ensinaram nossos pais em casa? Consoante a crença ali professada assim fomos ensinados. Na catequese aprenderam a rezar o terço como modo mais frequente e sem demasiadas explicações. Numa qualquer igreja ou religião será dirigida a quem o Pastor, Bispo, Sacerdote indicar. Na Escola Dominical e nas Igrejas Evangélicas as orações são dirigidas a Deus. E, nos respectivos lares de cada seguidor destas instituições farão em conformidade com o que aprenderam.

Antes de entrar mais profundamente no estudo façamos aqui uma comparação até para se perceber melhor aquilo que estamos tratando: Rezar versus Orar.

Rezar significa dizer de uma oração, prece ou frase previamente estruturada, cuja repetição é estabelecida pelo próprio ou ordenada por um clérigo ou tantas vezes quantas necessárias para alcançar alguma graça. Esta prática consiste em rezas mecânicas, automáticas, sem a percepção do seu significado e, fatalmente sem ser dirigidas de forma Orar é um acto pessoal de quem se dirige apenas a Deus em comunhão com Ele, para Lhe fazer um louvor ou um agradecimento ou um pedido. Significa abrir o coração a Deus como Alguém vivo, junto de si, e um amigo. Pode afirmar-se que a oração é a melhor oportunidade que Deus nos concede para conversar com Ele e manter um relacionamento Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes (Mateus 6:6-8).

Façamos um parêntesis para esclarecer que não existe nenhuma contradição entre o conselho que Jesus Cristo nos deixou para não usarmos de vãs repetições e a oração modelo de Pai Nosso. Este modelo de oração no qual podemos aprender imensas lições não é apenas para ser eternamente repetido sem pensar. Dá-nos indicações de diversos assuntos para apresentar a Deus. Não será certamente por muito falar ou repetir o Pai Nosso que seremos ouvidos. Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com acções de Voltando ao assunto, vamos à Bíblia Sagrada e certifiquemo-nos que há que orar com fé na esperança de Deus responder a essa oração de acordo com a Sua vontade. Ora sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe e que é galardoador dos que buscam (Hebreus 11:6). Deus escuta as orações e reponde. Não obstante, só nos concede o que for bom para nós e não necessariamente aquilo que queremos. Se pedirmos aquilo que não for de acordo com a Sua vontade, Deus nos responderá de outra maneira tendo, porém, sempre em vista o Alguém rezando o terço não introduz as suas angústias, não fala o que está sentindo ou precisando a Deus. Está simplesmente recitando um texto que não traduz as suas necessidades. E porque decorou esse texto fala só o que decorou, não apresenta a ninguém os seus rogos ou acções de graças e terá certamente dificuldade em se afastar do estabelecido. O que foi por outros estabelecido, não reflecte o estado de espírito nem as necessidades da pessoa que está rezando. Assim, ficam sem fruto, estando porém na convicção de que se esforçaram rezando uma dezena de vezes o mesmo texto.

Faça o leitor um pequeno exercício para se aperceber do que está em questão. Reze alto para se ouvir. Depois certifique-se do que disse e a quem o disse e se isso expressa o seu sentimento, aquilo que necessita ou o que realmente quereria ter dito. Se encontrar contradições deve procurar ajuda para saber o que vai dizer ou a quem dirigir as suas preces. Pedis e não recebeis porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites (S.Tiago 4:5). Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal (I Pedro 3:12). Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós (I Pedro 5:6-7). Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (I Timóteo 3).

Além de pedirmos com fé, é importante frisar também, que em todas as nossas orações, devemos orar sempre em nome de Jesus, conforme Ele mesmo nos ensinou no Livro Sagrado. Eis alguns exemplos retirados da Bíblia, que nos ensinam a orar em nome de Jesus. Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim (S. João 14:6). E tudo quanto pedirdes em Meu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho (S. João 14:13). Não me escolhestes vós a mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em Meu nome pedirdes ao Pai Ele vo-lo conceda (S. João 15:16). Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a Meu Pai, em Meu nome, Ele vo-lo há-de dar. Até agora nada pedistes em Meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra (S.João 16:23-24). Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Efésios 5:20).

Dos exemplos retirados da Bíblia Sagrada podemos verificar que existe diferença entre rezar e orar. Também existe diferença a quem devemos dirigir as nossas orações, ficando claro que, se não aceitarmos os ensinamentos da Bíblia, nada nos serve qualquer reza ou oração. Cada crente da sua religião ou credo dirige as suas orações ao Deus ou entidade que representa essa confissão e, assim, no mundo existem centenas de religiões que apresentam petições a centenas ou milhares de entidades supostamente divinas e assim ensinam os seus discípulos. Muitas dessas preces são maquinais, pré-concebidas, decoradas e automáticas. Onde foram buscar instrução para agirem desse modo? Se se afirma que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus é lá que devemos buscar essa instrução.

Qualquer reza ou oração que não seja feita de acordo com a vontade de Deus, não passa de palavras vazias, nada resultando em benefícios de quem as faz. A oração traduz o que a pessoa quer falar com Deus, os seus desejos, anseios, necessidades ou acções de graças.

É a expressão dos sentimentos das pessoas dirigidas a Deus e não são meras repetições, porque cada vez que alguém se dirige a Deus tem certamente assuntos diferentes, ou os mesmos ditos por outras palavras. Não são meras repetições. Por seu turno a reza é o desfilar de uma série de repetições que a pessoa não sente e não se coadunam com o seu estado de espírito, porque repete automaticamente o que decorou. Ora como disse Jesus: Não useis de vãs repetições (S.Mateus 6:7), quis certamente deixar-nos ensinamentos que resultem a nosso favor. A oração é dirigida à entidade Superior do Universo, a Deus.

Então é tempo de buscar a Deus de acordo com os ensinamentos da Bíblia Sagrada.

Algumas orações deixam de ser respondidas porque de forma alguma representam a vontade de Deus. São a expressão do egoísmo humano (S.Tiago 4:3). Essas orações para nada servem porque se trespassam a si mesmas com veleidades e egocentrismos.

No Antigo Testamento, a oração era comum em importantes personagens bíblicas como Abraão, Moisés, David, Isaías e do próprio povo de Deus, sendo os Salmos a sua expressão mais viva. Porém, no Novo Testamento, Jesus apesar de estar em íntima comunhão com Deus Pai é considerado o perfeito modelo e mestre de oração, súplicas e acções de graças.

Jesus para além de ensinar o Pai Nosso ensinou também os discípulos e orar persistente e devotamente, dando-lhes as indicações adequadas para uma verdadeira oração, tendo-lhes o mesmo Jesus dado a garantia de que seriam ouvidos nas orações que fizessem, porque Ele intercederia por eles a Deus e lhes sugeriu: pedi e recebereis para o vosso gozo seja A oração, no que concerne às igrejas cristãs é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com Deus, durante a qual a pessoa agradece, louva, intercede pela vida de outros, roga e, através dela pode desfrutar da presença de Deus. Todos oram diferente porque todos sentem diferentemente uns dos outros.

As preces são dirigidas a Deus (mas no caso da igreja católica romana são dirigidas a Nossa Senhora ou em nome dela, ou de santos intercessores, o que não é feito pelos chamados protestantes/evangélicos em geral), que a fazem por mediação única de Jesus Cristo e podem ser feitas em voz alta, falada, em canção ou em silêncio.

O objectivo da oração não é o de alterar a vontade de Deus, mas sim de obter para si mesmo e/ou para outras pessoas bênçãos e graças que Deus já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para se obter. (S.Mateus6, 5-13).

Não encontro, nenhuma indicação na Bíblia Sagrada de que se deva pedir a intermediários, sejam eles quem forem, (porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, I Timóteo 2:5), nem tão pouco dirigidas a outra entidade que não seja ao próprio Deus. Vejamos o texto em I S.João 5: 7: Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um (Trad. João Ferreira de Almeida, traduzida, revista e fiel ao texto original).

For there are Three who give testimony in heaven: the Father, the Word, and the Holy Spirit.

And these Three are One (Catholic Public Domain Version).

For there are three that bear record in heaven, the Father, the Word, and the Holy Ghost:

and these three are one (King James Version – (Inglês).

Oti treiV eisin oi marturounteV en tw ouranw o pathr o logoV kai to agion pneuma kai outoi oi treiV en eisin (Septuaginta Grego).

Deixe-me fazer aqui uma analogia para perceber o ponto de vista em questão: O caro leitor quanto deseja pedir algo, certamente o fará a alguém vivo. Só essa pessoa o ouve e reponde sim ou não. Correcto? Certamente não pedirá a alguém que faleceu porque os mortos não falam nem respondem. Como pois rogar a alguém que não vive? Quando alguém morre toda a sua capacidade de comunicação termina. Os que morrem não poderão falar do que os levou a esse destino neste mundo. Também não se conhece ninguém que possa afirmar: Eu já fui morto e estou vivo. Esclareço que no mundo espiritual, de acordo com a Bíblia Sagrada só um morreu, ressuscitou, está vivo e é quem intercede por nós, Jesus Cristo. Depois da ressurreição Jesus falou dessa maneira ao dirigir-se ao apóstolo S. João, sendo que essa afirmação (fui morto) proclama a vitória de Jesus sobre a morte. Está Podemos inferir que, a orar ou pedir algo será a Deus, somente a Ele e em nome de Jesus Cristo. Todas as outras petições feitas a homens ou mulheres que morreram nada beneficiam aos que a eles recorrem. Caso contrário, estaríamos a retirar autoridade a Deus.

Como poderá Deus atender a petições que não lhe são dirigidas? Como poderá o caro leitor responder a alguém que se dirige a outrem? A única pessoa que se interpõe entre nós e Deus é Jesus Cristo, daí a razão pela qual nos devemos dirigir a Deus pedindo e agradecendo em nome de Jesus Cristo.

Ouço e leio que muitas pessoas se dirigem a outras personagens com seus rogos e petições estando firmemente convencidas de que serão ouvidas. Porque o fazem? Muito  provavelmente porque assim foram criados e ensinados. Mas será que essa conduta corresponde ao que a Bíblia Sagrada ordena? Ocorre-me citar textos bíblicos tais como: este povo honra-me com os lábios mas o seu coração está longe de mim, em vão porém me honram ensinando doutrinas que são mandamentos de homens (S.Marcos 7:6-7); porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus. Replicando à igreja de Roma no tempo do apóstolo S. Paulo diz o seguinte: porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus mas não com entendimento, porquanto não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê (Romanos 10:2-4). É o que tem acontecido até ao dia de hoje em que a Igreja de Roma tendo conhecido a Deus, não o glorifica como Deus, nem lhe rende graças, antes em seus discursos se desvanece, e o seu coração insensato se obscurece. Dizendo-se sábia, torna-se louca. E mudou a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível… pois mudou a verdade de Deus em mentira, e honra e serve mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus a abandonou…(Romanos E porque chamam Maria mãe de Deus maior confusão se estabelece em seus espíritos, não discernindo uma tremenda e subtil armadilha do diabo para colocar Deus abaixo da Sua criatura. Ora se Deus criou a mulher (e Maria foi criada como todos nós) como pode Deus ser filho de Maria? Como se pode conceber que a criação seja mãe do Criador?

Autêntico absurdo. Isto é mais uma das mentiras que satanás coloca nas doutrinas da igreja para tentar eclipsar Jesus e relegar Deus para um plano inferior a Maria. E é o que tem acontecido desde séculos em que as preces são dirigidas a Maria colocando Deus fora da questão e dando a entender que Jesus está esquecido e fora de questão. Pense um pouco por si próprio e veja se é possível?

Até ao dia de hoje as afirmações de S. Paulo à Igreja de Roma são reais, uma vez que no presente os seus fiéis se dirigem a Maria, fazem procissões a Maria, sendo Maria a sua guardiã. Esclareço aqui o meu respeito por Maria que foi usada por Deus para que o plano divino de salvar a humanidade fosse possível. Daí que seja bem-aventurada. Mas Maria não tem nenhum poder, porque tal como qualquer ser humano morreu. As suas obras a seguem por dizer por exemplo: Fazei tudo o que Ele (Jesus) mandar. No entanto, a Igreja de Roma não aplica estas palavras e não escuta o que Jesus mandou fazer. Recordo o que Jesus estando ainda na cruz ordenou ao apóstolo João: Ora Jesus vendo ali a sua mãe e que o discípulo aquém Jesus amava estava presente disse: mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: eis aí a tua mãe; e desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. (S.João19:26-27). Notemos que o próprio S. João que tendo adoptado Maria, jamais se referiu à necessidade de alguém dirigir os seus rogos a Maria e, nem mesmo os filhos de Maria e irmãos de Jesus (S. Tiago e S. Judas) o fizeram. Maria pertence a este reino como todos nós. O Reino espiritual não se rege pelos ditames do humano. O apóstolo João sabia disso e jamais fez alguma citação em contrário, mas disse que as orações e petições fossem dirigidas a Deus em, nome de Jesus.

Qualquer que orar ou rezar a intermediários seja a quem for faz parte dos que são citados em 2 Coríntios 2:3-16: “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.

Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará”. Porque de nada lhe adiantou o plano de Deus para a sua salvação, já que não se verificou pare eles a entrada livre diante de Deus: E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras (Mateus 27:51); Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno (Hebreus 4:15-16); Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem (Hebreus 5:8-9); Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo (Hebreus 7:24-27); Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus (Hebreus 9:24); Cristo abriu o caminho e o livre acesso a Deus e isso nos permitiu ebtrar na presença de Deus e falar com Por fim um alerta, já que temos sido invadidos e intoxicados com doutrinas orientais. Uns buscam Alá e dão ouvidos a Maomé, outros a Confúcio, Buda etc., rezando mantras e fazendo sacrifícios que qualquer pessoa consciente refutaria. Não obstante, o Ocidente foi invadido por essas teorias, filosofias e doutrinas orientais cuja observância de nada serve ao espírito de quem o faz, antes pelo contrário abre uma porta para a livre entrada de torrentes contrárias à sã doutrina e ao evangelho de Jesus Cristo. São Paulo escreveu aos Colosenses 2:22-23; as quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas do homens, as quais têm na verdade alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. A todo o tipo de ginásticas, práticas de relaxamento e afins são alguns dos exemplos que o Apóstolo citou. Reforça em Hebreus 13:9; Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas que nada aproveitam aos que a elas se entregam.

E adverte em Efésios 4:14; Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrinas, pelo engano de homens que com astúcia enganam Este vazio no Ocidente foi criado pela rejeição do evangelho de Cristo e da sã doutrina e que o inimigo se aproveitou criando uma falsa esperança a todos os que a essas doutrinas e práticas orientais se entregam. A negligência do ser humano abre caminho à corrupção da alma e o transporta aos abismos mais tenebrosos onde reina o império da morte espiritual.

Basta ao caro leitor ler a sua Bíblia com cuidado para constatar estes ensinamentos. Não se precipite em fazer juízos apressados. Peça orientação a Deus nesse sentido. Esclareça-se com a Palavra de Deus. A Palavra de Deus está disponível em diversas versões que poderá confrontar e retirar os melhores ensinamentos para si. Peço a Deus que o esclareça, lhe dê inteligência e que o Espírito Santo o ilumine.

Creio que já temos instruções suficientes para saber as diferenças entre orar e rezar e saber a quem dirigir as nossas petições e acções de graças. Não se trata de introduzir uma doutrina nova. É apenas revelar o que a Idade das Trevas tornou obscuro à mente humana.

Obs. Este estudo foi baseado em considerações de vários autores.

Helder Flávio Gomes de Morais

igr5

Alegria

O Brasil e o mundo vivem uma efervescência de euforia e alegria decorrentes do Carnaval. Propalado como uma das maiores festas do mundo, o carnaval brasileiro ganhou popularidade na mídia mundial e trouxe consigo celebridades estrangeiras e estelares aos rincões tupiniquins. Propagandeada como uma festa de alegria, o carnaval é para muitos o ápice da felicidade e liberdade do ser humano. Nestes quatro dias de festividades todos são convidados a festejar, esquecendo os problemas do dia-a-dia, e a abraçar e beijar anônimos por trás dos trios elétricos.

Entretanto, o que talvez muitos não sabem são as consequências decorrentes do pós-carnaval. São várias doenças sexualmente transmissíveis, casamentos rompidos em prol da liberdade de “foliar” com outras pessoas, as gravidezes indesejadas que aflorarão seus rebentos daqui nove meses, o alto nível de bebidas alcoólicas ingeridas nesses dias por milhões de pessoas, onde as grandes financiadoras são as cervejarias do nosso país; isso sem falar no consumo de drogas, alimentadores da “alegria mecânica”. Tudo isso sem falar no milionário investimento dos cofres públicos para financiar esta festa, enquanto os hospitais e escolas capengam com suas estruturas sucateadas. Afinal, isso é alegria?!!!!!

A alegria é o elemento que precisa ser inerente à nossa alma. Qualquer outro tipo de alegria que precisa ser alimentada com químicas não pode ser considerada como alegria. Se o ser humano precisa inocular em suas gargantas ou veias uma alegria mecânica, isso se tornará um vício doentio e destrutivo em sua alma.

Quando Jesus Cristo veio ao mundo, foi justamente para dar alegria verdadeira ao ser humano cansado e desiludido. O anjo mesmo anunciou ao povo: “…eis que vos trago boa-nova de grande alegria… é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10-11). O próprio Jesus disse em João 16:20b: “…mas a vossa tristeza se converterá em alegria”. A alegria verdadeira não está em possuir muitos bens, pois se assim o fosse pessoas ricas não tomariam anti-depressivos, não suicidariam, não frequentariam psicólogos etc. A alegria verdadeira não está em participar de festas badaladas, porque as festas acabam, …e depois?

A verdadeira alegria está em olhara para o alto, para Jesus Cristo, que nos salvou da condenação do inferno e nos trouxe salvação e a verdadeira paz. Ele disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo…”. Você não quer conhecer essa alegria, que só Jesus Cristo pode te dar?

Pastor Cleber Macedo de Oliveira